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Desafios da mobilidade urbana durante a pandemia

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Saiba quais medidas são realmente eficazes contra a propagação da covid-19

A pandemia do novo coronavírus mudou muita coisa no nosso dia a dia. A maneira como trabalhamos, nos divertimos, nos comportamos e nos relacionamos com outras pessoas sofreu alterações consideráveis.

Obviamente, a forma como nos locomovemos também foi afetada. Porém, mesmo uma crise epidêmica não pôde eliminar a necessidade do transporte público.

Algumas medidas foram tomadas pelas autoridades na esperança de minimizar os riscos de infecção. Entretanto, o transporte coletivo ainda é visto como um grande vilão quando o assunto é a propagação da covid-19.

A recomendação de médicos e cientistas têm o distanciamento social como principal arma para a doença. Mas sabemos que isso é quase impossível no transporte público brasileiro, que tem ônibus, trens e metrôs lotados na maior parte do tempo.

Desta forma, mesmo usando máscara, álcool em gel e fazendo o possível para se manter distante das outras pessoas, não é possível fugir totalmente do perigo.

Então fica a pergunta: como a mobilidade urbana na pandemia deveria ser tratada? E quais as alternativas para se locomover com segurança?

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O que dizem os números

Desde o começo da pandemia no Brasil, houve uma diminuição geral nos deslocamentos – contabilizando viagens de carros, ônibus, metrô, trens e até mesmo ir a pé até a padaria da esquina.

Quando as normas de isolamento ainda não haviam sido flexibilizadas, o deslocamento de Goiânia, em Goiás, teve redução de 80%. Em São Paulo, os acidentes fatais no trânsito caíram em 31,3% e houve uma diminuição de 62% de passageiros transitando por meio do transporte metropolitano na fase emergencial.

Dados coletados pelo sistema de localização dos dispositivos Google mostraram a drasticidade da mobilidade urbana na pandemia

Os centros de transporte coletivo também tiveram queda de 62%. Ou seja, um dado bastante significativo para um país que tem esse tipo de deslocamento como 50% das viagens motorizadas em todo o seu território, de acordo com a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).

Papel governamental

Esses números, no entanto, não são absolutos. E com a flexibilização da quarentena em todo o Brasil, isso certamente não significa que não existe mais uma demanda significativa de passageiros.

O funcionamento do transporte público é de responsabilidade de cada município. Muitas autoridades optaram por reduzir as frotas de ônibus como medida de combate ao coronavírus. O intuito seria evitar aglomerações, mas o que aconteceu de verdade foi exatamente o contrário.

A necessidade dos passageiros não foi condizente ao número de veículos circulando pelas ruas. Isso resultou, em certos casos, em mais aglomerações em algumas regiões e nos horários de pico. A lógica é bastante simples: poucos ônibus são sinônimo de lotação – prato cheio para a disseminação do vírus.

A recomendação de profissionais especializados em mobilidade é que, ao contrário do que foi feito em muitos lugares do Brasil, as frotas funcionassem em 100% da capacidade – ou o mais perto possível desse número. Quanto mais veículos, menos chances de aglomeração generalizada.

É importante lembrar também que os funcionários que atuam no transporte público, como motoristas e cobradores, considerados trabalhadores essenciais, também ficam muito mais expostos ao vírus quando a capacidade dos veículos é exacerbada.

Portanto, a redução dos transportes públicos não foi a melhor escolha dos órgãos governamentais. No final das contas, isso só é benéfico para as empresas que fazem a administração desses serviços, já que têm seus gastos diminuídos.

Para os cidadãos que precisam dessas alternativas para se deslocar de um lugar ao outro, poucas são as vantagens. As viagens se tornam ainda mais desconfortáveis, demoradas e perigosas.

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Alternativas para a mobilidade urbana na pandemia

Menina de máscara sentada em transporte público na pandemia.

A melhor forma de se proteger do coronavírus no transporte público é, essencialmente, não entrando em ônibus, trens e metrôs – ainda mais se estiverem cheios.

Se você tem um carro e pode usá-lo para se locomover, isso garantiria maior proteção, já que você não estaria em um ambiente pequeno, sem muita ventilação e cheio de gente. O mesmo vale para os carros de aplicativo – só não se esqueça de seguir todas as medidas restritivas necessárias.

Faça a pé as distâncias que sejam viáveis, como ir à farmácia ou ao supermercado próximo à sua casa. Desta forma, você estará ao ar livre, não ficará muito perto de um aglomerado de pessoas e, de quebra, ainda faz aquele exercício que tem preguiça de realizar nos finais de semana.

O mesmo pode ser dito sobre andar de bicicleta. Ela é uma opção mais confortável do que a caminhada e que ainda permite percorrer distâncias mais longas e com maior velocidade. O contato com o ar livre e a atividade física também são vantagens bastante interessantes.

Mas é claro que nem todas essas alternativas são possíveis para muitas pessoas – às vezes, nenhuma é. Neste caso, certifique-se de que você está seguindo todas as normas de segurança em relação ao coronavírus.

Use máscaras de qualidade e comprovadamente eficazes – tenha várias unidades dentro da bolsa para ir substituindo ao longo do dia. 

Além disso, sempre lave as mãos com água e sabão e as higienize com álcool em gel, não tire a proteção da boca e nariz em lugares públicos e tente se manter o mais distante possível das outras pessoas.

Nós sabemos que tudo isso não pode garantir, com 100% de certeza, a imunidade contra o vírus. Como já dito anteriormente, cabe às autoridades elaborar soluções competentes para melhorar o estado da mobilidade urbana na pandemia.  Porém, enquanto isso não acontece, a responsabilidade acaba sendo de cada um.

Então, se possível, fique em casa. Quando for necessário sair e ainda utilizar os meios de transporte público, seja responsável e faça o necessário para se manter saudável e não contaminar outras pessoas.

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