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Carro a hidrogênio é alternativa aos elétricos plug-in

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carro a hidrogênio

Na União Europeia, os carros elétricos plug-in já representam 10% das vendas. Além disso, os modelos equipados com motores a combustão não poderão ser vendidos a partir de 2035. O mercado automotivo chinês, o maior do mundo, já registra 20% de participação para o carro elétrico.

Nos EUA, país dos motores V8 e da gasolina barata, as vendas de elétricos subiram 117% nos seis primeiros meses de 2021. Até o Brasil, que sofre com o dólar alto e a falta de incentivos governamentais, teve alta de 257% nas vendas de carros 100% elétricos no último ano.

Mas um assunto vem surgindo e criando dúvidas. Afinal, o que é um carro a hidrogênio?

Carro elétrico, você ainda vai ter um

Não tem jeito. Os carros movidos a combustíveis fósseis estão com os dias contados. Em algumas décadas, serão apenas peças de coleção e personagens de lembranças. Em busca da sustentabilidade e da redução de emissões de poluentes, o mundo caminha em alta velocidade para a total eletrificação da sua frota.

Praticamente todas as grandes montadoras já possuem modelos totalmente elétricos em sua gama. Já outras, como a Tesla e a Rivian, não produzem carros que não sejam movidos a bateria. 

E, conforme a tecnologia vai se popularizando, os custos de produção vão caindo e o hoje caro carro elétrico tende a baratear nos próximos anos.

Porém, apesar de todos os benefícios dos carros movidos a energia elétrica, algumas questões ambientais ainda não estão bem resolvidas.

  • As reservas de lítio, mineral usado para a construção de baterias, são renováveis? 
  • Os processos para a obtenção de energia elétrica, especialmente em continentes como a Europa, são totalmente limpos? 
  • E a destinação das grandes quantidades de baterias, como será feita? 
  • Como vai ficar o alto custo de reposição das baterias ao fim de sua vida útil? 

É aí que entra o carro hidrogênio. 

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Prazer, eu sou o hidrogênio

O hidrogênio é o elemento em maior abundância na crosta terrestre. Ele representa 75% da massa de nosso planeta. Além disso, o gás é de extrema importância para as mais variadas atividades industriais e ciclos naturais. É um dos constituintes do Sol e também, juntamente com o oxigênio compõe a molécula essencial para a vida no planeta Terra, a água (H2O).

Além disso, o hidrogênio pode gerar energia elétrica após um processo físico-químico que tem como produto a água. Esta é a grande sacada do carro a hidrogênio. Ele é abastecido por uma substância abundante e renovável, gera sua própria energia sem a necessidade de fontes externas e não emite poluentes.

Como funciona o carro a hidrogênio?

O carro a hidrogênio tem um ou mais tanques de hidrogênio pressurizado, que é injetado na célula de combustível. Dentro dela, o gás se combina ao oxigênio presente no ar. Por meio de uma reação química, produz eletricidade que vai alimentar o motor elétrico que impulsiona o veículo. A única coisa que sai do escapamento é água ou vapor d’água.

Outra vantagem do carro a hidrogênio é o tempo de abastecimento dos tanques de gás pressurizado. Ele é semelhante ao de carros movidos a gasolina. Já nos elétricos plug-in, mesmo em estações de recarga ultra rápida, são necessários no mínimo de 15 a 30 minutos para obter 80% de carga.

A energia gerada pela célula de combustível pode ser prontamente utilizada pelo motor elétrico e/ou armazenada em uma pequena bateria, menor, mais leve e mais barata do que os módulos que equipam os carros elétricos hoje em dia. 

Em um carro a hidrogênio, o conjunto de tanques, célula de combustível e bateria pesa cerca de 90 quilos. Em um carro elétrico, os módulos de baterias chegam a 500 quilos. Com isso, a autonomia do modelo a hidrogênio é bem maior.

1.360 quilômetros sem abastecer

Falando em autonomia, o recordista mundial de autonomia entre os carros movidos a hidrogênio é o Toyota Mirai. Ele é produzido em série pela montadora japonesa. Em outubro de 2021, o modelo entrou para o Guinness Book ao percorrer 1.360 quilômetros com um único abastecimento de hidrogênio. O recorde anterior era do próprio Mirai e alcançado quatro meses antes: 1.003 km.

Como se vê, a tecnologia já existe e está bem desenvolvida. Prova disso é que a Toyota produz o Mirai desde 2014 e a Hyundai lançou o Nexo em 2018. A BMW deve lançar o SUV X5 a hidrogênio ainda em 2022 e Renault, Citroën, Opel e Peugeot já têm prontos furgões comerciais com a célula de combustível.

E os contras do hidrogênio?

Como em toda nova tecnologia, o carro a hidrogênio ainda sofre em alguns aspectos. O principal é a minúscula rede de postos de abastecimento de hidrogênio. Com isso, a sua utilização fica restrita à região onde seja possível encher os tanques com o gás.

Outro aspecto é o preço. Nos EUA, um Toyota Mirai custa US$ 50 mil (R$ 280 mil) e o Hyundai Nexo encosta nos US$ 60 mil (R$ 340 mil). Um Tesla Model 3, o carro elétrico mais vendido por lá, parte de US$ 40 mil (R$ 226 mil). Se for comparado a um híbrido, a diferença é ainda maior. O Corolla Hybrid, por exemplo, sai por US$ 23 mil (R$ 130 mil).

Analistas de mercado acreditam que os veículos comerciais, inclusive caminhões e ônibus, serão os grandes responsáveis pela popularização do hidrogênio como fonte de energia. Nos automóveis, espera-se que o gás seja o responsável por uma segunda fase da eletrificação.

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